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O meu doce olhar

A vida é muito louca! As pessoas estão loucas!!! Calma.... Respirem fundo, há força ninguém vence! Quem vence é a paixão e a precistencia! Aqui apenas pretendo colocar os Pensamentos de uma alma

O meu doce olhar

A vida é muito louca! As pessoas estão loucas!!! Calma.... Respirem fundo, há força ninguém vence! Quem vence é a paixão e a precistencia! Aqui apenas pretendo colocar os Pensamentos de uma alma

Gente feliz não F__e a vida a ninguém

Valentina, 08.04.19

“se ela a corrompe, é porque você se deixa ser corrompida!”
Ontem ouvi alguém dizer esta frase numa novela. E lembrou-me alguns episódios da minha vida: “sim, é facto, se calhar até estou a depositar culpas a mais onde não devia”
Segundo Freud, todos nos somos constituídos por id, ego e superego:
• Id: é a busca pelos prazeres primitivos
• Ego: é o que adequa os instintos primitivos à realidade equilibrando o prazer com a realidade do momento.
• Superego: é o que nós chamamos de “voz da consciência, é a nossa moral.
Então, posto isto, é certo pensar que todos nos temos instintos para buscar aquilo que nos dá prazer momentâneo, porém a voz da nossa consciência irá nos indicar até que ponto consideramos eticamente e moralmente correto: eu até posso estar cheia de vontade de pegar numa história e conta-la de uma maneira que me glorifique, até nem vou alterar factos, só vou dar um “tom de maravilha” à minha voz e logo todos acreditam que eu sou magnifica. Porém o meu superego vai me dizer que isso não é correto, pois eu sei que não foi um feito tão maravilhoso assim; Do mesmo modo que eu até podia contar uma história que se passou na realidade, porém vou lhe colocar um efeito dramático, colocar uns pozinhos de “prelimpimpim” e deixar que as pessoas acreditem que eu fui uma vitima plenamente injustiçada em determinada situação quando na realidade era claro que não era de todo objetivo da pessoa em questão. Porém estou tão dependente da “pena dos outros” que ignoro a voz da consciência.
Infeliz de quem é inteligente e não usa a inteligência a seu favor. É a minha opinião, porque mais tarde ou mais cedo a justiça acontece.
O superego é estruturado consoante o ambiente mais próximo durante o tempo em que crescemos. Lembro-me que a minha mãe contava muitas vezes a história de um menino filho de pais pobres que vendo que a mãe precisava de uma agulha resolveu roubar uma e oferece-lhe. A mãe viu a agulha, agradeceu-lhe e fez um sorriso ao menino sem se preocupar de onde ela teria vindo (“pior cego é o que não quer ver”). Com o passar do tempo o filho ia roubando cada vez mais e mais valiosos objetos, até que um dia já homem foi apanhado e preso. Conta a história que quando a mãe o foi ver ele a havia culpado pelo triste desfecho da sua história, pois ela deveria de o ter ensinado a usar a inteligência que ele usava para roubar num trabalho e em coisas boas.
Quem está disposto a corromper-se começa sempre por pequenas coisas, ultrapassa limites aos pouquinhos, vai vendo que dá certo e que consegue chegar rapidamente aos seus objetivos. Mas acredito que haverá sempre o dia que será descoberto, e quem vale à pena já não caminha ao seu lado e o ciclo vicioso em que ele se envolveu irá leva-lo ao fundo do poço onde ficará só mas fará de tudo para parecer que não.
Esse tipo de pessoas, toda a gente conhece, e os que se deixam corromper? Muitas vezes vemo-los como vítimas. Porém, ma minha opinião são tal qual os seus “corruptores”. Vejamos: certa vez alguém me disse “eu estou a desabafar contigo porque sei que tu não me vais deitar mais achas para a fogueira, eu sei que tu me vais ouvir, vais questionar sobre algumas coisas, mas não me vais julgar. Eu sei que se tu tiveres alguma dúvida e achares que vais ficar de pé a traz, vais ouvir o outro lado da história…”. Eu acho que é mesmo isso que devo fazer, não acho justo julgar alguém sem saber ao certo todas as vertentes de uma história. Confesso que subo paredes quando vem este ou aquele dizer mal de “Fulano tal”, porque um “não quero saber” não é bem vindo e coloca-nos em problemas maiores que se “alinhar na cena”.
Mas eu bem sei…. Eu também já me deixei corromper, porque era mais simples, porque não temos de nos indispor muito e porque nos aumenta o ego julgar o outro, sei lá enaltece-nos (id)!? Ou achamos que sim… se calhar, só estamos a perder amizades valiosas, porque geralmente gente valiosa não corre a traz de ninguém para “limpar o nome”, gente valiosa conhece-se ao ponto de saber que fez o melhor que podia ou sabia e que apenas ficará com ela e ouvirá de coração o que tem a dizer quem vale à pena ter na sua vida. Gente valiosa, irá te dizer de caras “olha fizeste asneira” e muitas vezes até pode nem estar certa, mas está sendo correta se estiver a ser honesta com os seus sentimentos. Quanto muito gente que vale a pena cala-se e não toma atitudes nem julga quando não sabe do que fala.
No fundo no fundo, acredito piamente que cada um deve cuidar da sua felicidade sem ter de meter terceiros ao barulho, porque já diz a célebre frase e com toda a razão: “gente feliz não f—e a vida a ninguém”..
Por isso sejam muito felizes meus queridos!

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